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Entregas de refeições livres de plásticos descartáveis


CONSIDERANDO que:


1. A poluição por plástico é um dos principais desafios que enfrentamos como sociedade uma vez que a cada ano, ao menos 8 milhões de toneladas de objetos desse material vão parar nos oceanos e que, em 2040, estima-se que o volume de plástico acumulado no mar será quatro vezes maior do que o atual, se a produção, oferta e uso desses itens seguir nesse ritmo.

2. O Brasil como maior produtor de plásticos da América Latina, é responsável por mais de 325 mil toneladas de lixo plástico para o oceano, agravando um tipo de poluição que além dos impactos ambientais, traz consequências negativas para a saúde humana, atividade pesqueira, sustento de milhões de famílias, o lazer e o turismo, além do impacto aos cofres públicos, que arcam com a limpeza pública.

3. O Brasil produz anualmente 3 milhões de toneladas de plásticos descartáveis das quais 200 bilhões são itens como pratos, copos, talheres, sacolas plásticas e canudos descartáveis não recicláveis que se acumulam em aterros, lixões ou no meio ambiente.

4. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a implementação de um Acordo Setorial para Logística Reversa de Embalagens em Geral, onde se inserem as embalagens de plástico. A Fase I do Acordo tem sido contestado em sua eficácia pelo Ministério Público em vários estados e a Fase II, prevista para iniciar em 2018, ainda não foi implementada. Já para os resíduos de produtos de plástico descartável, como talheres, sacolas, pratos e copos, a PNRS não prevê responsabilidades ou tratamento específico. Sem valor para o mercado de reciclagem, os produtos descartáveis se tornam rejeitos e representam um custo para o sistema de gestão de resíduos.

5. Para efetivamente reduzir a poluição por plástico, é preciso um comprometimento com metas ambiciosas de eliminação de aplicações desnecessárias e promover a reutilização ou substituição de embalagens não recicláveis.

6. Os aplicativos de entrega de refeição têm papel fundamental na transição para a economia circular do plástico e na eliminação dos itens descartáveis desnecessários, especialmente por ser capaz de utilizar sua capacidade de influência sobre a cadeia de valor e, assim, ser o vetor dessa mudança.

7. Em decorrência da pandemia do covid-19, houve um crescimento significativo do número de entregas de refeição realizadas por aplicativos, saltando de 21,5 milhões em setembro de 2019 para 60 milhões de pedidos em maio de 2021, além do cadastro 270 mil restaurantes em 1200 cidades do país.

8. A redução da oferta de plásticos descartáveis contribui para o cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas 14.1 (Proteger a Vida Marinha), por prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha, especialmente a advinda de atividades terrestres e 12.5 (Consumo e Produção Responsáveis), para reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso.

O iFood do Brasil compromete-se publicamente com a DeLivreDePlástico, mobilização coliderada por Oceana e Campanha Mares Limpos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a zerar a poluição plástica das entregas oriundas de sua plataforma até 2025. Para tal, compromete-se em atingir as metas de redução e desenvolver atividades de acordo com três fases de implantação:



COMPROMISSO GERAL

Fase 1 – Metas para itens descartáveis opcionais


1. Até dezembro de 2021, 100% dos restaurantes têm a opção de participar da iniciativa de não envio de talheres, pratos, copos, guardanapos e canudos plásticos

a. Até dezembro de 2022, 50% dos restaurantes parceiros do iFood participam da iniciativa de não envio de talheres, pratos, copos, guardanapos e canudos plásticos

b. Até dezembro de 2023, 90% dos restaurantes parceiros do iFood participam da iniciativa de não envio de talheres, pratos, copos, guardanapos e canudos plásticos

c. Até dezembro de 2023, 50% dos pedidos não enviam talheres, pratos, copos, guardanapos e canudos plásticos

d. Até 2025, 80% dos pedidos não enviam talheres, pratos, copos, guardanapos e canudos plásticos

 

2. Até dezembro de 2021, o iFood realizará os estudos e análises necessários para a definição de um plano de trabalho para a redução da oferta de sacolas, embalagens plásticas descartáveis e de sachês enviados em entregas de refeições.

 

3. Até dezembro de 2023, o iFood investirá, no mínimo, R$ 5 milhões na busca por soluções livres de plástico descartável para entrega de refeições.

 

Fase 2 – Plano de Trabalho para sacolas e embalagens plásticas descartáveis

 

1. Até março de 2022, o iFood definirá um plano de trabalho com metas públicas para a redução da oferta de sacolas plásticas nas entregas de refeições.

2. Até março de 2022, o iFood definirá um plano de trabalho com metas públicas para a redução de embalagens descartáveis nas entregas de refeições.

3. Até março de 2022, o iFood incluirá sachês na iniciativa de não envio de itens opcionais e suas metas de redução.

4. Até dezembro de 2022, o iFood realizará os estudos e análises para definição de um plano de trabalho para inserção de embalagens retornáveis e/ou reutilizáveis nas entregas de refeição.

 

TRANSPARÊNCIA

Certos da importância da transparência e do acesso à informação pela sociedade brasileira, o iFood também se compromete a:

1. Definir e divulgar publicamente um plano de trabalho para as metas de transição para entregas livres de plástico, a ser acompanhado por PNUMA e Oceana.

2. Compartilhar, em seus canais de comunicação, como sítio na internet e mídias sociais, as informações de consumo de plástico descartável, bem como as metas de redução, reportando a evolução no combate à poluição plástica periodicamente a cada quadrimestre.

3. Publicar anualmente relatórios auditados de progresso do cumprimento das metas de redução deste compromisso.


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