7 destaques do lançamento da moto elétrica do iFood

Evento contou com a presença de jornalistas e influenciadores que conheceram moto elétrica do iFood, modelo exclusivamente criado para entregadores

O iFood lançou a moto elétrica feita sob medida para o trabalho de seus entregadores e entregadoras parceiros, criada em parceria com a montadora Voltz. A moto elétrica vai contribuir para a diminuição da poluição sonora e atmosférica dos centros urbanos. Além disso, tornar o delivery menos custoso para entregadores e entregadoras parceiros do iFood.

“Bill Gates, em seu livro ‘Como Evitar um Desastre Climático’, traz um conceito chamado Prêmio Verde, que é o quanto se paga a mais para ter uma solução sustentável. O que apresentamos hoje é uma solução com prêmio verde negativo, o que significa que é mais barato operar com a moto elétrica do iFood, por ser um veículo melhor e sustentável”, comemorou Fabricio Bloisi, CEO do iFood durante a abertura do evento.

O evento de lançamento contou com a presença de jornalistas da mídia especializada e influenciadores digitais. 

Por fim, além da apresentação ao vivo e em cores da moto elétrica, houve uma coletiva de imprensa com João Barreto, diretor de estratégia do iFood, Fernando Martins, head de inovação logística da foodtech e Lucas Vitale, gerente de contas estratégicas da Voltz, e ainda uma visita à fazenda urbana que a companhia tem em sua sede, em Osasco (SP).

Aqui no iFood News, portanto, você confere os principais destaques do evento.

A moto que não faz nenhum barulho

A moto elétrica do iFood esteve presente no evento realizado na sede da foodtech. A EVS Work iFood, nome do modelo do modal sustentável, foi testada na hora por quem tinha habilitação para moto e se cadastrou com antecedência. Mas, o que chamou atenção de quem fez o test-ride? A total ausência de barulho, como dá para ver (e não ouvir) neste vídeo aqui.

A moto elétrica criada em parceria pelo iFood e a Voltz tem autonomia de 100 a 180 km com duas baterias. Assim, quanto maior a direção no modo econômico, melhor será o desempenho da moto. 

A montadora estima que para rodar todos os turnos seja necessário realizar a troca apenas uma vez no dia, nas estações presentes em alguns postos da rede Ipiranga (por enquanto) em São Paulo. O processo de troca leva menos de um minuto. 

Quem quiser carregar em casa, também poderá. A moto vem com um carregador de bateria para ser plugado em qualquer tomada. O tempo até a carga total é de aproximadamente 5 horas.

“Foram 6 meses de testes com mais de 30 motos. Coletamos o feedback de melhoria no produto com os entregadores e conseguimos criar um veículo confiável, confortável e sustentável”, comemorou Vitale.

Redução de pelo menos 60% no custo de uma entrega

Como a moto vai se mover à eletricidade, os custos para realizar uma entrega (manutenção e combustível) vai cair sensivelmente. A Voltz estima que o custo por quilômetro rodado pelos entregadores e entregadoras parceiros do iFood será de R$ 0,06 (isso mesmo, seis centavos).

Isso porque o valor pago ao que vai mover a moto elétrica será fixo e não dependerá das oscilações do preço do barril de petróleo. Quem fizer a compra do veículo irá optar por um plano de trocas de bateria, que varia de R$ 129 ao mês (até 2 mil km) a R$ 319 para quilometragem livre.

Para efeito de comparação, quem percorre 3 mil km no mês tem um custo mensal de R$ 610 de combustível (levando em consideração o litro a R$ 7,10).

Além disso, como a EVS Work IFood não é movida a nenhum combustível (gasolina ou etanol), o custo de manutenção cai, uma vez que não será preciso fazer trocas de óleo, velas e filtros. O check-up mais recorrente será feito nos pneus, pastilhas, lonas e fluídos.

E ainda tem um terceiro fator para a queda do custo. Na cidade de São Paulo (onde o projeto se inicia) há redução no IPVA para veículos elétricos.

Crédito de carbono para entregadores que utilizarem a moto elétrica

Além da redução do custo mensal para a entrega, entregadores parceiros que comprarem a moto elétrica poderão receber créditos de carbono por utilizarem um veículo não poluente.

“O entregador vai receber mensalmente um valor relativo ao crédito de carbono. Nos testes houve quem recebeu R$ 500 por estar operando com um veículo elétrico”, disse João Barreto.

Moto do iFood: 50% mais barata do que o modelo “normal”

Já falamos que a moto do iFood é destinada para entregadores e entregadoras parceiros e que irá contar com um sistema de troca de baterias definido por uma assinatura mensal. Esses são os motivos por trás do preço de R$ 9.999,90 por moto para esse público. Esse valor, portanto, corresponde à metade do que é cobrado no modelo EVS, a moto elétrica “normal” vendida pela Voltz para a população geral.

“De partida achamos que o melhor modelo era aquele em que o entregador compraria a moto com a bateria. Mas a gente aprendeu que o melhor era bateria compartilhada”, explica Barreto.

Além disso, a moto elétrica do iFood poderá ser comprada com uma linha de financiamento do banco BV, que oferecerá um subsídio exclusivo de até R$ 2 mil para as 300 primeiras motos que forem financiadas (mediante aprovação de crédito e usuário).  

Tudo no aplicativo, até o sistema anti-roubo

A moto elétrica do iFood vai contar com um dispositivo de segurança para acionar pelo aplicativo do veículo. Nele será possível acionar o modo anti-roubo, que irá travar os pneus e impedir que o veículo prossiga viagem.

Pelo aplicativo os entregadores e entregadoras poderão também ligar e desligar a moto, conferir o número de ciclos, carga e desempenho da bateria e encontrar o posto Ipiranga mais próximo com uma bateria nova para trocar.

Moto do iFood para entrega e para o lazer

Os parceiros do iFood não precisarão usar a moto apenas para realizar a entrega pelo aplicativo. Como não há qualquer contrato de exclusividade para utilizá-la apenas quando estiver trabalhando para a foodtech, a moto elétrica está liberada para momentos de lazer e até para entregas realizadas por outros aplicativos.

“A gente está preocupado em conseguir eletrificar a cidade de São Paulo e mostrar que esse modelo é escalável”, disse Barreto.

Primeiro, mil motos em São Paulo. Depois, 10 mil em outras cidades

A pré-venda da moto elétrica terá seu início em São Paulo para as primeiras mil unidades. Segundo Vitale, elas serão entregues em um período de 30 dias após a compra.

Poderão participar desse primeiro lote de vendas quem estiver ativo na base do iFood há pelo menos 3 meses, ter realizado no mínimo de 1.767 rotas e ter recebido uma boa avaliação dos clientes (acima de 92.64 % de likes).

A meta é a de que até 2023 10 mil motos que não emitem CO2 e nem fazem barulho estejam rodando por São Paulo e outras cidades.

“Estou otimista em relação à performance das motos”, afirmou Martins. “Vamos escutar muito os entregadores que comprarem as primeiras motos em São Paulo. A nossa ideia é ir para outras capitais e praças e vender 10 mil motos elétricas até o fim de 2023. Isso aqui que apresentamos hoje é só o começo”, finalizou o head de inovação logística do iFood.

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