A nova economia coloca o cliente em uma posição de poder

Junior Borneli, CEO da StartSe, explica nesta entrevista por que o consumidor deve estar no centro das estratégias das empresas que embarcam na nova economia.

Junior Borneli, CEO da StartSe, explica por que acompanhar as mudanças de comportamento é fundamental para o sucesso dos negócios

O lucro deixou de ser a métrica exclusiva de sucesso de um negócio. Na nova economia, todo poder é dado ao consumidor. Na estratégia conhecida como Consumer Centric, o cliente é o foco de todas as decisões de um negócio. “As empresas da nova economia colocam o consumidor em uma posição de poder”, afirma Junior Borneli, fundador e CEO da plataforma StartSe, Linkedin Top Voice e autor do best-seller “Organizações Infinitas”.

Nesta entrevista para o iFood News, ele também fala sobre a importância de acompanhar as transformações de comportamento pelas quais passamos para entender como se manter relevante para o público. “No caso da Globo, por exemplo: do que adiantaria fazer novelas incríveis se o telespectador está consumindo séries curtas?”, propõe Junior.

Confira, a seguir, o que ele considera que vem mudando nas relações entre as empresas e os consumidores.

iFN: As empresas da nova economia são, necessariamente, tecnológicas?

JB: Não precisam ser empresas de tecnologia, mas ter uma base tecnológica. A tecnologia não é o fim, e sim o meio. O Marcos Leta, da Fazenda Futuro, estava conversando comigo outro dia e disse exatamente isso: que eles eram uma foodtech, mas que tem que ser mais food do que tech. Se a comida não for boa, o negócio não faz sentido. Então você tem que ser eficiente no que faz e usar a tecnologia para dar escala ao negócio.

iFN: O que diferencia essas empresas?

JB: A capacidade de se reinventar o tempo todo é uma de suas principais características. Não precisa ser uma nova empresa, mas precisa se manter relevante no modelo de negócio em que atua. A TV Globo, por exemplo, acompanhou as transformações do setor, com a chegada da TV por assinatura e o streaming, e se manteve relevante independentemente da forma.

iFN: O que você quer dizer com “independentemente da forma”?

JB: Significa se preocupar em gerar valor para o cliente, mais do que com a forma como você fará isso. O desapego em relação à forma te ajuda a evoluir. No caso da Globo, por exemplo: do que adiantaria fazer novelas incríveis se o telespectador está consumindo séries curtas? Ela se adaptou, mudou a forma de fazer e gerou valor ao cliente.

iFN: Como as empresas da nova economia se comportam?

JB: As empresas da nova economia colocam o consumidor em uma posição de poder, de escolha, de tomada de decisão consciente. Por exemplo, o Airbnb. Antes, quem queria alugar uma casa na praia usava as Páginas Amarelas, os classificados do jornal. Eles transformaram esse serviço num processo muito mais dinâmico, com imagens, referências, avaliações — ferramentas que ajudam o consumidor. Dessa forma, eles colocaram o consumidor numa posição de poder, de escolha, de tomada de decisão consciente. Ou seja: eles empoderaram o cliente e reinventaram o jeito de fazer negócio.

iFN: Há alguma tendência que tenha surgido com a pandemia?

JB: O propósito — não exatamente como tendência, mas como um ponto ao qual devemos ficar ainda mais atentos. As empresas da nova economia são verdadeiras em relação aos seus propósitos. Elas precisam “viver” o seu discurso. Na pandemia, as pessoas buscaram nas empresas valores que estivessem alinhados aos seus: o consumidor está cada vez mais ligado nisso.

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