iFood investe em hortas urbanas para combater a insegurança alimentar

O iFood está investindo em fazendas urbanas como uma maneira de combater a insegurança alimentar doando toda a produção para o Banco de Alimentos de Osasco e para escolas públicas de SP. Saiba mais!

O iFood está investindo em soluções inovadoras para ajudar a combater um dos mais graves problemas do momento: a insegurança alimentar. Hoje, a maioria dos brasileiros (55%) não tem acesso regular a alimentos em quantidade e qualidade suficientes, segundo uma pesquisa feita em 2021 pela Rede PENSSAN (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional).

Além disso, durante a pandemia de Covid-19, o consumo de alimentos considerados saudáveis caiu 85% nos lares que estão em insegurança alimentar –especialmente o de frutas, hortaliças e legumes, revela um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Livre de Berlim (Alemanha), da Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade de Brasília.

Nesse contexto, uma saída para levar alimentos de qualidade a quem mais precisa é investir em hortas urbanas, localizadas nas cidades e acessíveis a quem mora nas zonas periféricas, onde há menor oferta de alimentos frescos.

Essa é a proposta da fazenda urbana recém-criada no sétimo andar da sede do iFood, em Osasco (SP), em parceria com a startup Begreen. Em uma estufa climatizada e protegida da poluição, alimentos como alface, rúcula, tomate e abobrinha são cultivados sem agrotóxicos em uma área de 950 m2.

Toda a produção, de cerca de 1,7 tonelada de alimentos por mês, é doada para o Banco de Alimentos de Osasco. “A horta nos permite levar alimentação de qualidade para quem mais precisa, e vai impactar mais de 3.000 famílias”, comenta André Borges, head de sustentabilidade do iFood.

Nas fazendas urbanas, os alimentos cultivados estão mais perto dos consumidores, então o desperdício é menor –e a poluição gerada no transporte, também. “Quando se produzem alimentos na cidade, o desperdício em toda a cadeia cai de 70% para 2%”, explica Giuliano Bittencourt, fundador da Begreen.

O fato de os alimentos serem cultivados em uma estufa climatizada aumenta a produtividade e reduz em 90% o consumo de água na produção, uma vez que as hortaliças são cultivadas por meio da hidroponia, ou seja, suas raízes se desenvolvem na água. “Sem tecnologia não será possível alimentar 10 bilhões de pessoas no mundo em 2050”, comenta Giuliano.

Agricultura sustentável

O iFood também está financiando a criação de hortas urbanas para alimentar alunos de três escolas da rede pública em São Paulo (SP) e uma em Ferraz de Vasconcelos (SP). Dessa vez, em parceria com a ONG Cidades Sem Fome, que desenvolve projetos de agricultura sustentável e busca utilizar áreas sem uso nas escolas da periferia de São Paulo com o projeto Hortas Escolares.
“Um dos grandes problemas em cidades como São Paulo é que os produtos frescos não estão perto da casa da maioria das pessoas”, diz Hans Dieter Temp, presidente da Cidades Sem Fome. “Nosso objetivo é disponibilizar esses alimentos para complementar a merenda escolar e, quando houver excedente, doar os alimentos às famílias.”

Para Hans, cultivar hortas nas escolas também é uma maneira de levar educação ambiental e uma nova visão de futuro para os estudantes. “Estar perto da produção desperta nas crianças o interesse não só pelos alimentos saudáveis mas também pelo meio ambiente”, afirma ele. “A relação com a origem dos alimentos pode inspirá-las a serem agricultoras, nutricionistas ou gestoras ambientais, por exemplo.”

O apoio a essa iniciativa, aponta André, está totalmente alinhado à visão do iFood de alimentar um futuro melhor. “Aumentar o acesso a comidas saudáveis é só o primeiro passo. Com as hortas urbanas, queremos incentivar as pessoas a adotar novos hábitos e inspirar as empresas a reforçar o combate à insegurança alimentar.”

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