Inflação histórica dos alimentos reforça importância da doação

Preço da comida bate recorde em todo o mundo e impacta mais as famílias mais pobres

Não é só no Brasil que as pessoas estão sentindo a inflação quando vão ao mercado. Os preços dos alimentos atingiram um novo recorde em todo o mundo, aponta o último Índice de Preços de Alimentos da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). 

O índice atingiu 159,3 pontos em março de 2022, um aumento de 12,6% em relação a fevereiro —e o nível mais alto desde a criação do índice, em 1990. Entre março de 2021 e março de 2022, os preços dos alimentos aumentaram 33,6%.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a mais recente série do FMI (Fundo Monetário Internacional) também aponta uma alta histórica —a maior em cem anos— nos preços dos alimentos, superando a inflação alimentar que houve na época da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e da primeira crise mundial do petróleo (1973-1974).

Os maiores responsáveis pela alta foram os óleos vegetais e os cereais, cujos preços subiram muito por causa da guerra na Ucrânia, que, como a Rússia, é um importante produtor desses itens —juntos, os países detém 34% do mercado mundial de trigo e 73% do de óleo de girassol, segundo o IFPRI (International Food Policy Research Policy Institute). Carnes, açúcar e laticínios também ficaram significativamente mais caros, segundo a FAO. 

Mas o conflito na Ucrânia não é a única causa da inflação. Outros acontecimentos já vinham contribuindo para aumentar a pressão sobre os preços dos alimentos, como a pandemia de Covid-19, colheitas ruins na América do Sul e na Malásia, uso de óleo de palma e de soja para produzir biodiesel e problemas na cadeia de suprimentos, que reduziram os estoques de grãos e oleaginosas e elevaram os preços, aponta o IFPRI.

Choque maior para os mais vulneráveis

A alta dos preços dos alimentos básicos, como o trigo e os óleos vegetais, “atinge os mais pobres com mais força”, comentou Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. 

Segundo a FAO, a inflação dos alimentos é mais preocupante em países que já enfrentam outras crises, incluindo conflitos, desastres naturais, crises econômicas (ou uma combinação desses fatores). 

“Os aumentos são mais notáveis nos países onde a parcela da renda disponível gasta em alimentos é mais alta. Nesses casos, os mais vulneráveis tendem a pular refeições, comprar alimentos menos nutritivos ou usar outras estratégias de enfrentamento, que terão efeitos de longo prazo em sua saúde e bem-estar”, afirmou um porta-voz da entidade ao jornal The Guardian.

Esse quadro preocupante reforça a importância de ações rápidas para combater a insegurança alimentar no Brasil, onde uma em cada quatro pessoas já não tem a quantidade necessária de comida para nutrir a família, aponta uma pesquisa realizada pelo Datafolha em março de 2022.

“Uma alternativa para reduzir a fome no Brasil, hoje, é a mobilização da iniciativa privada para a redistribuição de alimentos”, afirma Alcione Silva, fundadora e CEO da Connecting Food, negócio de impacto social que é parceiro do iFood no Todos à Mesa

Em parceria com mais oito empresas, o movimento redistribuiu 1.800 toneladas de alimentos excedentes da indústria, do varejo, de distribuidores e dos restaurantes a organizações sociais e bancos de alimentos, beneficiando 730 mil pessoas em seis meses.

Durante a pandemia, o investimento social feito pelas empresas brasileiras cresceu e chegou a 85% das doações realizadas no país, segundo o Monitor das Doações da ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos).

Para ajudar quem quer doar a quem mais precisa, o iFood tem a opção de fazer uma doação ao completar seu pedido. Com essa ferramenta, mais de R$ 7 milhões foram doados desde janeiro de 2020 —e 380 mil toneladas de alimentos foram arrecadadas e distribuídas.

“Isso mostra como podemos usar a tecnologia para inovar no combate à fome e à insegurança alimentar. Com essa união entre pessoas e empresas, podemos dar um presente e um futuro melhor para os brasileiros que mais precisam”, afirma André Borges, head de sustentabilidade do iFood.

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