Pós-pandemia: como será o futuro das pessoas e das empresas?

Pesquisa aponta como cinco mudanças de comportamento afetarão a sociedade e os negócios

Nos dois primeiros anos da pandemia, a saúde foi a questão que mais angustiou as pessoas. Com o tempo, porém, as prioridades começaram a mudar. Segundo o estudo “What Worries the World”, da Ipsos, o percentual de brasileiros que coloca a Covid-19 como sua principal preocupação caiu quase pela metade: foi de 59% em junho de 2021 para 33% em fevereiro de 2022.

A principal preocupação dos brasileiros em 2022 passou a ser a pobreza e a desigualdade social, citada por 43% dos entrevistados. Conforme a apreensão com a pandemia começa a arrefecer, outras questões também emergem, como o desemprego (33%) e a inflação (24%).

Com essas novas mudanças, o que um futuro pós-pandemia reserva às pessoas e aos negócios? Essa é a questão que o estudo “Brasil 2022 – Abismos e Pontes: O Futuro das Pessoas e das Organizações no Pós-Pandemia”, também da Ipsos, busca responder. Confira, a seguir, cinco pontos que já estão sendo profundamente transformados.

Pessoas como prioridades

Segundo o estudo, a experiência da pandemia deixou claro para empresas e organizações que compreender as pessoas como indivíduos com necessidades específicas, e não apenas como consumidores e ajudá-las a navegar nos novos tempos é responsabilidade de todos. Temas sociais são urgentes, e o público será impiedoso com as injustiças, a falta de empatia, as desconsiderações ambientais ou a negligência.

Colaboradores embaixadores

A adoção do trabalho remoto ou híbrido apagou as fronteiras entre o pessoal e o profissional, e em muitos casos estendeu o expediente dos colaboradores. Com isso, veio o aumento da preocupação com o bem-estar e a saúde, física e mental. Por isso, as empresas devem repensar suas estratégias para prestar mais atenção aos colaboradores. Segundo o estudo, eles serão “os multiplicadores, lovers/haters, advogados, stakeholders que exigirão maior inteligência e investimentos das organizações”.

Diversidade na prática

Os consumidores, mais cientes da sua identidade e dos seus direitos, querem que o discurso da diversidade e da inclusão seja acompanhado de ações. Quando as empresas põem a diversidade no centro do desenvolvimento de seus produtos e serviços, sua mensagem deve ser menos sobre a marca e o produto e mais sobre como essa solução ou muda vidas para melhor.

Confiança nas empresas

O fenômeno das fake news deixou as pessoas desconfiadas sobre a veracidade das informações que recebem. No Brasil, 70% das pessoas têm mais confiança nas marcas do que nos governos, o que aponta uma “grande oportunidade de as marcas se conectarem ao seu público de uma forma muito mais valiosa e inspiradora”.

Superação do luto

Passar, juntos, por um momento difícil como a pandemia, despertou a solidariedade e a empatia nas pessoas, especialmente para enxergar a dor do outro. Sairemos da pandemia mais compreensivos em relação às condições emocionais das pessoas, passando a ver a saúde mental sendo discutida abertamente pela mídia e pelas empresas. Um dos sentimentos prevalecentes é o do luto, por pessoas e por um modelo de vida que ficou no passado. “Mas não perdemos a capacidade de nos adaptar, nos reinventar e construir um futuro – e por que não um futuro melhor?”, conclui o estudo.

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