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iFood e Perse: conheça as ações criadas para restaurantes e parceiros na pandemia

O Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos é uma iniciativa do Governo Federal para fomentar a economia do setor após a pandemia — e o iFood esclarece sua relação com o Perse no artigo abaixo.

A pandemia de COVID-19 foi um desafio no mundo todo e, além da calamidade na saúde pública, a economia brasileira sofreu fortes impactos, com quedas drásticas nos setores de bens, serviços e eventos.

Durante o período de isolamento social, o iFood foi uma peça-chave na intermediação das dinâmicas de consumo da população brasileira, ajudando a manter casas abastecidas com refeições pedidas pelo app, e viabilizando a continuidade da operação de milhares de restaurantes que estavam impedidos de abrir as portas.

A empresa também direcionou esforços e investimentos para apoiar os parceiros no enfrentamento da crise, uma vez que o iFood reconhece sua importância para a economia do setor e, no período da pandemia, não poderia deixar de oferecer suporte às categorias impactadas pela crise.

O iFood na pandemia:

  • Destinou R$ 254 milhões para um fundo de assistência a restaurantes parceiros, que viabilizou uma redução de 25% nos valores cobrados na taxa de comissão, garantindo maior lucro por pedido aos estabelecimentos. 
  • Adiantou repasses e zerou a taxa cobrada dos parceiros quando o pedido era retirado diretamente pelo consumidor (R$10,4 milhões em redução da taxa do serviço “para retirar”). 
  • Na frente de apoio aos entregadores, destinou mais de R$ 164 milhões a Fundos de Proteção, além da distribuição de kits de máscara e álcool em gel, incremento das gorjetas (R$ 6 milhões repassados para os entregadores) e custeio de seguros (R$ 915 mil). 

O iFood teve lucro com a pandemia?

É importante esclarecer que houve crescimento de pedidos, mas isso não gerou lucro para a empresa. 

Na época, o iFood ainda estava consolidando seu modelo de negócio e fazendo investimentos massivos em pessoas e tecnologia para custear a operação; isso significa que cada pedido feito na plataforma tinha um custo maior do que a receita gerada pelo serviço

Ou seja: quanto mais pedidos eram feitos, maior era esse déficit financeiro, um quadro que se intensificou durante o período.

Por outro lado, foi graças a investimentos feitos antes e durante a pandemia que o iFood conseguiu absorver esse crescimento, o que ajudou a manter o setor de delivery em funcionamento e contribuindo para a geração de renda para restaurantes, entregadores e suas famílias.

Além disso, o iFood ofereceu ajuda financeira para manter milhares de restaurantes ativos durante o isolamento social (por meio de redução de taxas) e também apoiou financeiramente os entregadores com gorjetas extras, seguros e kits de proteção. 

Portanto, apesar do crescimento no número de pedidos, o iFood não teve lucro durante a pandemia

O crescimento em pedidos ajudou a gerar mais renda para toda a cadeia produtiva, fortalecendo o ecossistema do delivery, mas representou também uma maior necessidade de investimentos do lado da empresa, que só se tornou lucrativa em 2023.

Leia também: As maiores ações da área de impacto social do iFood

Entenda o que é o Perse – Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, criado na pandemia

Considerando o cenário econômico desafiador logo após o período mais crítico da pandemia, e visando auxiliar negócios ligados direta ou indiretamente aos setores de eventos, bares e restaurantes, o Governo Federal criou o Perse.

Sigla para Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, o Perse conta com uma série de considerações em seu escopo, que regulamenta o programa — e a atividade de intermediação, feita por plataformas como o iFood, também foi incluída nesse documento.

Instituído pela Lei nº 14.148/2021, o Perse previu, entre outros benefícios, a possibilidade de negociação de dívidas tributárias de pessoas jurídicas; a iniciativa também permitiu a redução de tributos federais como IRPJ, PIS e COFINS de março de 2022 até fevereiro de 2027.

A lei do Perse foi criada para beneficiar todo o ecossistema econômico que compõe o setor e incluiu empresas que exerciam atividades de intermediação de serviços e negócios, como é o caso do iFood.

Na relação iFood e Perse vale destacar que, antes de usufruir do benefício, o iFood buscou que o seu direito a aderir ao programa fosse confirmado pela Justiça

Apesar de o iFood ter obtido decisão favorável sobre o tema, não houve impacto nos resultados financeiros da empresa, já que a empresa ainda aguarda uma decisão final sobre o caso.

Quais foram as ações do iFood para restaurantes e entregadores durante a pandemia?

Além de fazer investimentos em promoções, cupons e soluções tecnológicas para aumentar o número de pedidos e dar fôlego aos negócios parceiros durante a pandemia, o iFood também fez ações diretas para o enfrentamento da Covid-19.

Como mencionado, foram destinados R$ 254 milhões para um fundo de assistência a restaurantes parceiros: essa medida gerou uma redução de 25% nos valores cobrados na taxa de comissão e proporcionou maior lucro por pedido aos estabelecimentos. 

Ainda, a empresa adiantou o repasse dos valores devidos aos estabelecimentos, o que não acontecia no modelo de operação padrão da empresa.

Antes da Covid-19, o repasse era realizado em 30 dias após a venda. Na pandemia, foi alterado para 7 dias após a venda e sem custos adicionais para o restaurantemuito embora esse repasse antecipado representasse custo adicional para o iFood.

O iFood também zerou a taxa cobrada dos estabelecimentos quando o produto é retirado diretamente pelo consumidor (take away), gerando uma redução de R$ 10,4 milhões na taxa do serviço.

Outra iniciativa foi o curso gratuito de apoio à gestão de restaurantes em tempos de Covid-19, para auxiliar seus parceiros e também não-parceiros a se adaptarem ao período de crise.

O iFood também criou ações para apoiar os entregadores que fazem parte do ecossistema do setor de eventos, a fim de trazer mais segurança para a atividade.

Mencionamos, ainda, os 164 milhões aos Fundos de Proteção e também a distribuição ou custeio dos kits de proteção com máscaras e álcool em gel para proteção dos entregadores parceiros.

Ainda, o iFood destinou R$ 915 mil para custear seguro de vida como apoio às famílias em casos de fatalidade, além de plano de vantagens em saúde com benefícios médicos aos entregadores e suas famílias.

A iniciativa de dobrar o valor das gorjetas repassadas aos entregadores também foi outra mudança feita pelo iFood na época, o que representou uma despesa adicional de aproximadamente R$ 6 milhões para a empresa.

Para conferir mais notícias, continue aqui no iFood News.

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