Cinema brasileiro: confira 5 filmes para abrir o apetite

São muitas as receitas de sucesso que alimentam as produções nacionais, entre pratos típicos e os que a nossa cultura adotou

O cinema brasileiro tem muita história. E muita comida também. Se, pelos créditos dos filmes produzidos no país, desfilam grandes nomes na direção e na atuação, não faltam em cena coadjuvantes – ou mesmo protagonistas – de dar água na boca, entre pratos tipicamente brasileiros e outros que a nossa cultura incorporou.

O iFood News agora convida seus leitores para um passeio fílmico por algumas das iguarias que têm brilhado nos roteiros do cinema brasileiro.

Para abrir a sessão, uma boa pedida é a galinhada que apimenta o filme “Cidade de Deus” (2002), dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund.

galinhada feita no filme cidade de Deus

Por sinal, a cena em que a galinha corre se tornou icônica para a produção. A ave foge porque sabe que a querem como ingrediente principal da receita, que também leva arroz, tomate e pimentão e é característica do Centro-Oeste brasileiro e de Minas Gerais.

A galinha conseguiu escapar? Não tem problema, vamos de churrasco – para quem não é vegano ou vegetariano.

O churrasco é um clássico da confraternização no Brasil. E tem sua origem no preparo da carne do gado trazido ao sul do país pelos jesuítas espanhóis no século 16.

churrasco feito no filme Tropa de Elite

Quer reunir pessoas para falar de qualquer assunto, inclusive negócios? Prepare um bom churrasco. É o que acontece no filme “Tropa de elite 2: O inimigo agora é outro”, de 2010, dirigido por José Padilha.

No longa, a churrascada coloca frente a frente interesses do governo e da milícia. O apetite, no caso, é também pelo poder.

É preciso ter mesmo estômago para lidar com certas realidades. E chegamos então a este que é um órgão fundamental para digerirmos as coisas da vida, inclusive as melhores delícias gastronômicas.

Em “Estômago”, filme de 2007 dirigido por Marcos Jorge, o nordestino Raimundo Nonato descobre que a culinária é mesmo uma porta para as relações de poder e as paixões.

Macarrão do filme Estômago

Exímio cozinheiro, Nonato passa a usar a gastronomia como sua maior moeda de troca em situações de dificuldade. E, entre as receitas que ele prepara e que dão um sabor todo especial à narrativa, está o macarrão à putanesca.

Por sua vez, “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert, insere o sorvete em um contexto de discussão social a respeito do tratamento destinado às empregadas domésticas no Brasil.

No filme, os privilégios do patronado são ilustrados por um sorvete de chocolate com amêndoas, que, na família retratada na trama, é destinado com exclusividade ao filho único adolescente da casa, Fabinho.

Sorvete do filme que horas ela volta

Que tal, agora, botar um pouco mais de brasilidade neste caldeirão fílmico? Para fechar nosso cardápio, vamos precisar fazer algumas conexões – aliás, estabelecer elos, entre restaurantes, consumidores e entregadores, é o que move o iFood, uma empresa brasileira.

Na nossa lista de filmes nacionais, o fio condutor da vez será o escritor Mário de Andrade. Ele é o autor de “Macunaíma”, brilhantemente adaptado para o cinema em 1969 por Joaquim Pedro de Andrade.

Macunaíma, interpretado por Grande Otelo, é uma espécie de anti-herói, um índio que, nascido negro, se torna branco. Ao se aventurar pela metrópole, representa um “brasileiro que foi comido pelo Brasil”, como define um texto da Universidade Federal de Minas Gerais.

Em sua busca pela essência e pelas particularidades de nosso país, Mário de Andrade também recorreu à culinária.

Tacacá do filme Macunaima

E aí chegamos ao seu artigo “Tacacá com tucupi”, escrito em 1939. O texto faz menção a uma receita típica do Pará, preparada com o peixe tucupi, camarões, chicória-do-Pará (uma folhosa aromática) e jambu (erva típica da região Norte).

O artigo de Mário de Andrade é uma verdadeira ode à culinária nacional. De fato, nossa gastronomia é mesmo coisa de cinema, e de cinema brasileiro, que também merece ser devidamente exaltado. O calendário reserva uma data para celebrá-lo: 19 de junho é o Dia do Cinema Brasileiro.

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