Educação do futuro forma cidadãos para um mundo disruptivo 

Saiba quais são as tendências do ensino e por que é importante preparar jovens para um mundo que muda rapidamente

Diante das mudanças aceleradas causadas pela inovação tecnológica, torna-se cada vez mais importante pensar em como será a educação do futuro. 

Afinal, essa preparação será essencial para que os jovens de hoje se tornem adultos plenamente capazes de viver em um mundo bem diferente do que pensamos hoje. 

Por isso, o iFood News elaborou este guia, onde você vai saber mais sobre a educação do futuro, as  tendências, desafios e como as empresas podem se preparar para o ensino do amanhã. 

Por que é importante pensar no futuro da educação?

Esse é um tema de extrema importância porque as mudanças tecnológicas e sociais são cada vez mais velozes. Nesse sentido, crianças e jovens devem ser preparados para se tornar futuros cidadãos e profissionais nas mais diferentes áreas do conhecimento, especialmente no contexto da Nova Economia. 

Além disso, o futuro da educação implica em desenvolver nos alunos competências socioemocionais e criativas para lidar com os desafios do mercado e da sociedade hoje e amanhã. 

Educação do futuro no Brasil

No Brasil, esse conceito está intimamente ligado à valorização da inovação e criatividade típicas brasileiras, mas é preciso pensar no acesso mais amplo e menos desigual ao ensino. 

Colocar em prática a  lei 10.639 de 2003, é um exemplo de como isso pode ser feito pelas escolas. Essa lei torna obrigatório o ensino da temática história e cultura afro-brasileira. 

Quando falamos da educação do futuro, outro ponto a que governos e empresas devem estar atentos no Brasil é o investimento em infraestrutura e conectividade. 

Afinal, mais de 40 mil escolas públicas brasileiras não possuíam laboratório de informática e 9,5 mil não tinham acesso à internet no final de 2022, segundo dados do Painel Conectividade nas Escolas, da Agência Nacional de Telecomunicações. 

O que é necessário promover para educação do futuro?

Para promover a educação do futuro, governos, empresas e a sociedade devem criar oportunidades para que os alunos tenham contato com a pluralidade do mundo. 

Pensar em políticas públicas de atenção à saúde mental de crianças e adolescentes também deve ser parte das estratégias das escolas. 

Além de ensinar as habilidades técnicas, as escolas devem promover empatia, autoconhecimento e outras soft skills, que são habilidades interpessoais fundamentais para o presente e futuro. 

3 tendências para a educação do futuro

As principais tendências para a educação do futuro dizem respeito ao uso das novas tecnologias em sala de aula, como inteligência artificial, e protagonismo dos alunos. 

Gamificação 

Poderosa ferramenta de ensino, a gamificação consiste em adaptar conceitos e elementos de jogos físicos e virtuais para o universo do aprendizado, com intenção pedagógica. 

O foco da gamificação na educação é engajar os estudantes e colocá-los como protagonistas do que está sendo ensinado.  A utilização de uma narrativa também é usada na gamificação. 

O mercado de gamificação aplicado à educação deve atingir US$ 29 bilhões até 2026.

Inteligência Artificial e chatbot

A inteligência artificial, especialmente usada em chatbots, como o ChatGPT, pode ser uma aliada de professores e alunos, apesar do temor com a tecnologia emergente. 

Entre as vantagens do uso do ChatGPT nas salas de aulas, destaca o colunista do The New York Times Kevin Roose, estão o desbloqueio da criatividade dos alunos, o oferecimento de aulas personalizadas e melhor preparação dos alunos para lidar com a inteligência artificial. 

Metodologias ativas 

Metodologias ativas são os métodos de ensino em que os alunos têm um papel mais ativo, de protagonistas, no contexto da aprendizagem e do ensino. 

Nas metodologias ativas são usados conjuntos de técnicas e abordagens (como aprendizagem por projetos e solução de problemas) que visam tirar os alunos de uma posição passiva para uma posição ativa. 

4 desafios para a educação do futuro

Os principais desafios para a educação do futuro, segundo o relatório Reimaginando nossos futuros juntos: um novo contrato social para educação, da Unesco, têm a ver com disrupções emergentes, especialmente após a pandemia de Covid-19. 

Crises climáticas, como o aquecimento global, colocam em risco o futuro de muitas comunidades, e, em consequência, o futuro dos alunos. No entanto, crianças e jovens já estão mais conscientes desse quadro e pedem por ações significativas. 

Outro desafio é a desigualdade de gênero. Um exemplo é a proibição de mulheres de frequentar a universidade, como ocorreu no regime Talibã no Afeganistão,  em 2022. 

Currículos defasados também são um desafio, pois enfatizam a aprendizagem voltada a assuntos contemporâneos, com abordagem interdisciplinar, intercultural e ecológica. 

Além disso, o ensino deve deixar de ser considerado uma prática individual para se tornar mais profissionalizado e uma prática coletiva. 

Quais são os sete saberes necessários à educação do futuro?

Para o filósofo francês Edgar Morin, os sete saberes necessários para a educação do futuro englobam problemas específicos para cada um dos diferentes níveis de ensino. 

Os sete saberes que são ignorados ou subestimados nos programas escolares, segundo ele, mas devem ser colocados no centro das preocupações da formação de crianças e jovens. 

Esses sete saberes são: o que é conhecimento; conhecimento pertinente e contextualizado; identidade e condição humana; compreensão humana; incerteza; condição planetária; problemas antropo-éticos. 

Como as empresas podem se preparar para a educação do futuro?

Segundo o autor israelense Yuval Noah Harari, a educação do futuro deve focar no pensamento crítico, na comunicação, na colaboração e na criatividade. 

Nesse sentido, as empresas podem se preparar para a educação do futuro por meio do desenvolvimento, em alunos, de habilidades para lidar com mudanças, aprender coisas novas e preservar o equilíbrio mental em situações que não são familiares. 

Flexibilidade mental, autoconhecimento e equilíbrio emocional, portanto, são peças-chave para a educação do futuro diante de um mundo de incerteza e de disrupções tecnológicas.

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