As 3 perguntas que descomplicam a precificação dos produtos

Por onde começar a precificação de um prato? O consultor do Sebrae Felipe Chiconato lista 3 perguntas essenciais para definir os preços corretamente.

Felipe Chiconato, consultor financeiro de estratégia do Sebrae-SP, mostra que formação de preço não é só uma questão matemática


Definir o preço correto de um produto não é só uma questão de saber fazer contas. Para chegar ao valor correto, é preciso saber calcular os custos de produção e de venda, claro. Mas os empreendedores também devem ter em mente como a concorrência se comporta e o que o cliente deseja.

“Precificação não é só matemática. É uma combinação de três pilares: finanças, estratégia e marketing”, explica Felipe Chiconato, consultor financeiro de estratégia do Sebrae-SP em uma live especial para a Semana do Empreendedorismo iFood (que você pode assistir na íntegra aqui).

Seguindo esse raciocínio, ele sugere começar respondendo três perguntas essenciais para a formação do preço:

Quanto custa?

Olhe para dentro da operação para entender quanto custa produzir e vender seus pratos. Faça uma ficha técnica para entender todos os custos fixos e variáveis. Para ajudar, o iFood oferece aos parceiros uma plataforma, a Price-R, que faz esses cálculos para chegar ao custo real dos itens do cardápio.

Quanto o mercado cobra?

Avalie a concorrência para ter um parâmetro e se posicionar. Se o preço do mesmo prato varia de R$ 9 a R$ 29, decida se quer vender qualidade ou quantidade. “O preço é uma ferramenta estratégica e passa uma mensagem. Não existe bom, bonito e barato em precificação”, avisa Felipe. “Não há nada de errado em se posicionar como o mais barato ou o mais caro, mas é preciso entregar algo proporcional ao que está sendo cobrado.”

Qual é a percepção de valor do cliente?

Para Felipe, essa é a questão mais importante de todas. Converse com os clientes para entender se eles acham que o produto vale o quanto custa –e quais pontos agregam valor para eles. “Se eu falo que trabalho com uma salsicha artesanal, talvez o cliente pague a mais pelo meu hot dog. Mas, se eu disser que o lanche é mais caro porque a chapa é nova, talvez ele não aceite o preço mais alto.”

Com esses três pontos bem amarrados, os empreendedores estão no bom caminho para fazer uma precificação adequada e não perder dinheiro –nem clientes. “Muita gente usa fórmulas mágicas ou copia o preço do concorrente, e isso acaba prejudicando o desempenho do negócio. Para ter o preço certo, é importante refletir sobre os critérios antes de chegar a um valor”, explica Felipe.

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