Em junho de 2023, o iFood lançou uma Central de Apoio Jurídico e Psicológico que fornece assistência jurídica e psicológica para e entregadores e entregadoras que sofram discriminação de clientes ou de restaurantes durante seu trabalho ou que passem por casos de agressão física, ameaça, assédio, abuso e/ou violência sexual.
Fruto de uma parceria com o coletivo de advogadas negras Black Sisters in Law, a Central atendeu, desde então, mais de 600 casos em todo o Brasil, reforçando o compromisso da empresa com a dignidade e os direitos desses profissionais. O iFood não tolera ofensas ou agressões a entregadores e entregadoras nem manifestações de preconceito, assédio, bullying e incitação à violência contra esses trabalhadores.
“Isso não é um problema só dos entregadores do iFood, é um problema que está enraizado em toda a sociedade brasileira, que é o racismo”, afirma Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto Social do iFood. “Decidimos dar um passo para a inibição da impunidade e de novos casos de racismo.”
Como funciona a Central de Apoio?
Para informar esse tipo de ocorrência, entregadores e entregadoras contam com um canal de denúncia em seu aplicativo. Para fazer a denúncia, basta entrar no menu do aplicativo iFood para Entregadores e seguir estes passos:
- Acesse a tela principal do app “iFood para Entregadores”;
- Toque no botão para emergências, com o símbolo “!”;
- Escolha o tipo de incidente;
- Explique de forma detalhada o que aconteceu;
- Se tiver, anexe fotos importantes para documentar;
- Envie a sua denúncia.
Ao acionar a Central, o entregador ou entregadora recebe assistência humanizada e personalizada de uma advogada para registro do boletim de ocorrência, acompanhamento de toda a investigação e para a instância judicial, quando aplicável. Além disso, são realizadas sessões de psicoterapia com profissionais indicadas pela organização.
A assistência é gratuita para os entregadores ativos na plataforma. E as advogadas da Black Sisters in Law apoiam todo o processo jurídico, desde o registro do boletim de ocorrência até a finalização da investigação do caso na delegacia.
Resultados da Central de Apoio
Durante o segundo ano de atuação da Central (entre julho de 2024 e junho de 2025), 464 casos foram atendidos, o que representa mais que o dobro do ano anterior (entre junho de 2023 e junho de 2024), quando os casos atendidos chegaram a 215. Entre os incidentes, 40,52% foram relacionados à discriminação, evidenciando como o preconceito social e racial ainda está presente na profissão de entregador.
Em 23,24% dos casos houve ameaças e, em 21,22% deles, chegou a ocorrer algum tipo de agressão física. Além disso, 2,17% dos casos foram relacionados a assédio ou violências sexuais. As três cidades com mais registros foram São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, colocando o Sudeste como região com mais casos. Curitiba ficou em quarto.
“O fortalecimento dessa iniciativa ao longo desses dois anos demonstra como o acolhimento e a escuta ativa têm um papel central na construção de um ambiente mais seguro e respeitoso para quem entrega com a gente. Nossa prioridade é garantir que nenhum caso de violência passe impune — e, mais do que isso, que cada entregador se sinta protegido e amparado sempre que precisar”, afirma Tatiane Alves, gerente de Impacto Social do iFood.
Além do suporte direto às vítimas, a Central também tem gerado impacto positivo para a atuação das mulheres negras no Direito: mais de 200 advogadas da rede Black Sisters in Law já foram envolvidas na iniciativa em todas as regiões do país.